Erro técnico na montagem causou queda de foguete do 1º lançamento comercial no Brasil, diz empresa sul-coreana
17/03/2026
(Foto: Reprodução) Primeiro foguete comercial lançado no Brasil explode após decolar
A empresa sul-coreana Innospace informou, nesta terça-feira (17), que um vazamento de gás no motor do primeiro estágio provocou a queda do foguete HANBIT-Nano, lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, em 22 de dezembro. O veículo apresentou uma "anomalia" segundos após a decolagem e se desintegrou no ar.
Segundo a empresa, o problema começou com um erro durante a montagem realizada no Brasil. Cerca de 33 segundos após o lançamento, o vazamento reduziu a força necessária para o foguete continuar subindo, o que levou à sua falha e destruição. Um novo lançamento está previsto no terceiro trimestre deste ano.
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Para detalhar os resultados da investigação, a Innospace marcou uma reunião com investidores nesta quarta-feira (18), às 9h10 (horário local), o que corresponde às 21h10 desta terça, no horário de Brasília.
Primeiro foguete comercial partindo do Brasil é lançado no Maranhão; transmissão aponta anomalia
Reprodução
Erro ocorreu durante reforço estrutural no Brasil
O HANBIT-Nano foi lançado às 22h13 de 22 de dezembro, durante a Operação Spaceward. Pouco depois, apresentou a anomalia, explodiu e caiu dentro da área da base de Alcântara.
Em comunicado aos acionistas, o CEO da Innospace, Kim Soo-jong, informou que a falha teve origem em um erro durante a montagem realizada no Brasil.
De acordo com a investigação, o vazamento foi causado por compressão insuficiente dos componentes de vedação durante a remontagem, realizada no local, do tampão frontal da câmara.
Investigação teve participação de órgãos brasileiros
O foguete sul-coreano HANBIT-Nano explodiu nessa segunda-feira (22) após ser lançado às 22h13 do Centro de Lançamento de Alcântara.
Reprodução
A análise foi conduzida pela Innospace em parceria com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), a Força Aérea Brasileira (FAB), o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e especialistas independentes. O processo envolveu telemetria, rastreamento e inspeção de 300 destroços.
Logo após o acidente, equipes da FAB e do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local para avaliar os destroços, que caíram dentro da área da base. A FAB informou que todos os procedimentos de segurança e rastreamento foram realizados conforme o planejado.
Durante a transmissão do lançamento, a mensagem “We experienced an anomaly during the flight” indicou que a falha havia sido identificada em tempo real.
O foguete chegou a ultrapassar a velocidade do som, atingindo Mach 1, e seguiu até o ponto conhecido como MAX Q, quando ocorre a maior pressão aerodinâmica. Pouco depois, a transmissão foi interrompida.
O voo não era tripulado. O HANBIT-Nano transportava experimentos científicos e dispositivos tecnológicos desenvolvidos por instituições do Brasil e da Índia.
Futuro lançamento
A data do próximo lançamento do HANBIT-Nano ainda não foi definida. Segundo a empresa, o cronograma depende da aprovação da Administração Aeroespacial da Coreia (KASA).
A Innospace planeja realizar o lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara assim que as atualizações forem validadas pelas autoridades brasileiras e coreanas.
Problemas no lançamento: quando e por que um foguete pode ser derrubado por segurança; veja infográfico
Arte/ g1
Como é o foguete HANBIT-Nano.
Arte/g1